Dizer que o Mercado Modelo é uma espécie de "monumento da baianidade"
não seria exagero. Ele traz, em sua história, laços estreitos com um
grande número de personalidades importantes da trajetória social e
cultural da Bahia no século XX - Jorge Amado, Edison Carneiro, Pierre
Verger, Glauber Rocha, Camafeu de Oxossi, Carybé, Mestre Bimba, Cuíca de
Santo Amaro, Riachão, Maria de São Pedro, Glauber Rocha, Vasconcelos
Maia, Antonio Carlos Magalhães, Mário Cravo e tantos, tantos mais - um
conjunto tão ilustre, e tão diverso, que não resta a menor duvida de que
o Mercado Modelo guarda em si alguma coisa bem essencial relacionada a
tudo o que era e é Bahia.
Muito se fala e escreve sobre a incomparável magia que a Bahia tem: no seu carnaval, nas suas festas populares, na sua música, na sua
culinária, e no seu jeito de pensar, viver, e sorrir. Como poucos outros
pontos da cidade do Salvador, o Mercado Modelo, com sua fascinante
história, é uma verdadeira vitrine das raízes de toda essa magia - os
saveiros, os becos, cantos e feiras, o candomblé e a capoeira, a poesia e
os mistérios. Para completar uma afirmação de Jorge Amado, que garante
que uma viagem a Salvador não é a mesma sem visitar a rampa do mercado,
logo uma passagem pelo Mercado Modelo não é completa sem conhecer um
pouco da sua história.
O endereço atual do Mercado Modelo, na praça Cairu, no edifício
histórico da antiga
Terceira Casa da Alfândega de Salvador, é relativamente
novo. Até 1969, o Mercado Modelo funcionava a cerca de 100 metros ao sul
da mesma praça, no local onde hoje se vê a escultura "Fonte do Mercado", de Mário Cravo Jr.
O pequeno ancorejo em sua frente se chama, ate
hoje, Rampa do Mercado - em referéncia ao antigo centro de
abastecimento da cidade - o antigo Mercado Modelo, local de importância
considerável na história cultural da cidade do Salvador no século XX
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